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As Práticas de TI Verde

As práticas de TI Verde podem ser divididas em três níveis:

1- TI Verde de incrementação Tática:

Não modifica a infra-estrutura de TI nem as políticas internas, apenas incorpora medidas de contenção de gastos elétricos excessivos. São exemplos, o uso de monitoramento automático de energia disponível nos equipamentos, o desligamento dos mesmos nos momentos de não-uso, a utilização de lâmpadas fluorescentes e a otimização da temperatura das salas. Estas medidas são simples de serem implementadas e não geram custos adicionais às empresas.

2- TI Verde Estratégico:

Exige a convocação de uma auditoria sobre a infra-estrutura de TI e seu uso relacionado ao meio-ambiente, desenvolvendo e implementando novos meios viáveis de produção de bens ou serviços de forma ecológica. São exemplos, a criação de uma nova infra-estrutura na rede elétrica visando à sua maior eficiência e sistemas computacionais de menor consumo elétrico (incluindo novas políticas internas e medidas de controle de seus descartes). Além da preocupação com a retenção de gastos elétricos, o marketing gerado pelas medidas adotadas pela marca é também levado em consideração.

3- Deep IT (TI Verde “a fundo”):

Mais amplo que os dois primeiros, incorpora o projeto e implementação estrutural de um parque tecnológico visando a maximização do desempenho com o mínimo gasto elétrico; isto inclui projetos de sistemas de refrigeração, iluminação e disposição de equipamentos no local com base nas duas primeiras estruturas anteriores (o que demanda um custo muito maior que as duas primeiras).

Sendo simples a implementação do TI Verde Tático (com vantagens significativas, porém limitadas), podemos observar a redução do consumo energético com o desligamento dos monitores em desuso – que representam 50% do total dos gastos elétricos quando o mesmo é de CRT e 30% ou menos quando são de LCD (fonte: PRADO, 2005).

No nível mais radical, o Deep IT, temos como exemplos as seguintes empresas:

Google: pratica ações que incluem desde o planejamento de seu datacenter à locomoção dos funcionários com veículos híbridos e o consumo de energia alternativa como a solar;

Yahoo: com plano ambiental agressivo que inclui desde a construção de datacenters com produção de acordo com as normas e exigências ambientais, o uso da virtualização de servidores, a gestão do consumo elétrico gerado pelo resfriamento de seus equipamentos até a extensão de medidas para o cotidiano dos funcionários.

Infraestrutura e conservação energética

No esforço conjunto dos profissionais da área de TI, a infra-estrutura empresarial torna-se cada vez mais o foco de ação principal para a redução do consumo de energia e otimização da tecnologia. O vice-presidente de eco-responsabilidade da Sun Microsystems, Dave Douglas, considera os 10 passos seguintes para que um datacenter seja sustentável e com eficiência financeira. (fonte: CIOInsight, 2006):

10 passos:

  • Avaliar o consumo e eficiência energética;
  • Redesenhar o sistema de resfriamento;
  • Reconsiderar redundâncias;
  • Utilizar equipamentos ajustáveis em espaço e energia;
  • Virtualizar “storage” e servidores;
  • Utilizar dispositivos “Energy Star” ou com outros “selos Verdes”;
  • Doar ou reciclar servidores em desuso;
  • Verificar a infra-estrutura predial;
  • Pesquisar fontes alternativas de energia;
  • Envolver a gerência no processo.
Fonte: site hardware.com.br

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